GRCS

01/12/2015

Engenheiros participam de ato no dia 3 por retomada do crescimento

Na quinta-feira (3/12), as Centrais Sindicais, sindicatos e entidades do setor produtivo realizam em São Paulo (SP) um ato para apresentar um documento que propõe uma nova agenda para a retomada do crescimento com o objetivo de sensibilizar governo, empresários, instituições e sociedade civil para a causa. O SEESP, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), soma seus esforços nessa frente pelo desenvolvimento nacional.

 

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A ação do movimento se apoia em quatro propostas fundamentais: retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social; geração de empregos; destrave dos investimentos em infraestrutura (como o PAC, por exemplo), dos investimentos da Petrobras, recuperação da capacidade produtiva e operacional dos setores da Construção e Naval e a preservação e fortalecimento da capacidade de engenharia nacional.

O texto “Compromisso pelo desenvolvimento” enfatiza a necessidade "superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos  de  qualidade,  aumentar  a renda  média,  garantir  educação  de  qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal".

No dia 9 de dezembro, o documento será entregue à presidente Dilma Roussef. Um dia antes, o Rio de Janeiro sediará um ato de lançamento do material, reunindo trabalhadores de vários estados do Brasil.

Outro assunto apontado no documento é a investigação da operação lava-jato, que deve prosseguir sem paralisar as operações das empresas referenciais para a economia brasileira, como a Petrobras. São pelo menos 29 empresas nessa situação, o que tem gerado demissões em massa.

Adilson Araújo, presidente da CTB, destaca que o compromisso nacional é sair do olho do furacão. "Não existe outra solução que não seja a retomada das grandes obras do PAC e do Pré-sal, e a Petrobras retomando os investimentos no país”, afirmou o sindicalista.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) reforçou a disposição do sindicalismo de ampliar o debate sobre os rumos da economia do País “para além da pauta do que acontece em Brasília”.

"Queremos criar um ambiente para debater a economia e a realidade que afeta diretamente o povo, quebrando a lógica de juros altos e desemprego. O objetivo é continuar buscando um debate amplo, que inclua os empresários e outros setores sociais", afirmou Juruna.

Segundo o secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Alvaro Egea, o consenso entre trabalhadores e empresários é que o País precisa de medidas emergenciais, pró-retomada do crescimento econômico. “Serão medidas capazes de lançar uma mensagem positiva, que se contraponha ao pessimismo disseminado diariamente”, comentou.

O movimento deverá atuar ainda como um fórum com ampla participação do movimento sindical e promovendo a interlocução com o empresariado e também potencializando o diálogo com a sociedade.

Abaixo, a íntegra do documento, que ainda está recebendo adesões:

Compromisso pelo desenvolvimento

O Brasil é muito maior que a crise, porém, diante do agravamento da situação econômica e dos impactos sociais decorrentes, são urgentes ações propositivas por parte dos que estão preocupados com o emprego, a produção e o bem-estar de milhões de brasileiros.  Não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido, visto que 2015 já está na conta da recessão e do desemprego crescente.

As brasileiras e os brasileiros querem construir um país com desenvolvimento econômico, social e ambiental, soberano, republicano e democrático.
Afirmamos o compromisso com o Brasil e as gerações presentes e futuras para avançar no fortalecimento do nosso sistema econômico produtivo, das condições e das relações de trabalho. Por isso, reunimos forças para propor mudanças emergenciais que revertam as expectativas que ameaçam o presente e o futuro do país.

Superar os atuais entraves aos investimentos em infraestrutura, destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções, incrementar a produtividade, gerar empregos de qualidade, aumentar a renda média, garantir educação de qualidade, fortalecer a democracia e suas instituições, corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal para o crescimento são alguns dos desafios estruturais do nosso desenvolvimento. O combate ininterrupto à pobreza, à desigualdade, à corrupção e à ineficiência deve ser institucionalmente fortalecido.

É imprescindível mobilizar a vontade coletiva para viabilizar um modelo de desenvolvimento com valorização da produção e do trabalho. Para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e não o capital especulativo.

O Compromisso pelo Desenvolvimento é um esforço na direção de um entendimento propositivo entre trabalhadores e empregadores, que busca articular forças com o objetivo de Construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social no médio e longo prazo, com sustentabilidade ambiental.

Para tanto, o Compromisso pelo Desenvolvimento demanda o encaminhamento imediato, em espaços de negociação tripartite, inclusive no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, da seguinte agenda:

•    Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la, bem como criando ambiente regulatório que garanta segurança jurídica;
•    Retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas, em especial na Petrobras;
•    Destravar o setor de construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos;
•    Criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação;
•    Priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país;
•    Ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas, com contrapartidas sociais e ambientais;
•    Adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incremento dos níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais.


São Paulo, 3 de dezembro de 2015


CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT - Central Única dos Trabalhadores

Força Sindical

NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores

UGT - União Geral dos Trabalhadores

Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos

Clube de Engenharia

Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)

Instituto Ethos

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)



Imprensa SEESP
Com informações da Agência Sindical e CTB




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