GRCS

30/11/2009

Edificações sustentáveis são tendência global

       Abrindo a plenária da tarde do dia 27 no EcoSP (Encontro de Meio Ambiente de São Paulo), Nelson Kawakami, da organização GBC (Green Building Council Brasil), apontou a tendência no País e no mundo de se buscar edificações sustentáveis e sua evolução. Segundo ele, o setor imobiliário talvez esteja entre os que mais agridem pesadamente o ambiente. “Vinte e um por cento de toda a água tratada no Brasil é usada na construção civil, que é responsável pela emissão de 25% do CO2, pelo consumo de 42% da energia elétrica e geração de 65% dos resíduos sólidos”, ilustrou. Conforme sua preleção, o segmento tem grande potencial para reduzir os índices apresentados e dar sua contribuição ao meio, melhorando o bem-estar inclusive nos locais de trabalho e consequentemente trazendo aumento de produtividade.

 


       De acordo com sua fala, entre as ações do GBC em nível nacional para alcançar esses resultados, estão assegurar educação e capacitação, inclusive mediante parcerias com universidades públicas na realização de mestrados e especializações voltados à sustentabilidade em edificações; conscientizar profissionais e empresas para a necessidade de sua adoção no mercado brasileiro; e certificar com selo internacional prédios construídos sob essa ótica. Ou seja, empreendimentos que busquem o uso racional dos recursos naturais, bem como eficiência energética – inclusive com geração eólica na própria fachada, o que já existe no mundo –, qualidade do ar, reciclagem de materiais e inovação.
       No País, como afirmou Kawakami, há hoje 148 processos de certificação nessa área – entre instalações comerciais, industriais, residenciais, hospitalares, educacionais, públicas. Não obstante observe que tem crescido a preocupação em garantir sustentabilidade em todos os grandes empreendimentos – como por exemplo nos estádios a serem usados na Copa Mundial de 2014 e na edificação da Vila Olímpica para os jogos de 2016 –, ele asseverou que isso representa ainda ínfima parcela – menos de 1% do total de obras. Portanto, há muito a avançar.

 

 

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