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31/03/2014

FNE critica sugestão de se criar programa “Mais Engenheiros”

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A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) repudia a ideia da implantação de um programa “Mais engenheiros”, conforme defendida pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), durante a abertura do 1º Fórum Nacional de Infraestrutura, realizado, em Brasília, nos dias 27 e 28 de março. Uma iniciativa similar do governo foi implantada na área médica.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
murilo barba dentro Pinheiro critica proposta de parlamentar de criar projeto para importar engenheiros ao país


A FNE, entidade representativa de cerca de 500 mil profissionais em todo o Brasil e com foco no desenvolvimento nacional, esclarece que o déficit de profissionais na área de infraestrutura não pode ser solucionado por meio de um programa de importação de engenheiros, pois já existe mão de obra qualificada disponível no país. “Garantir mão de obra especializada aos municípios é uma necessidade urgente e fundamental defendida pela carreira. Sugerimos como solução para o problema, a implantação efetiva da engenharia pública - criada pela Lei 11.888/08 - para assegurar a assistência técnica à população de baixa renda”, diz o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Para a federação, desenvolver a infraestrutura nacional deve ser uma prioridade constante do governo, por meio da elaboração de planos municipais para, por exemplo, a universalização do serviço essencial de saneamento ambiental.

"Como forma de valorizar a categoria, é necessário estabelecer planos de carreira que valorizem o profissional e o mantenham no serviço público para atender à população. É preciso realizar concursos públicos nos municípios, com remuneração justa, tendo como referência o piso da categoria definido pela Lei 4.950-A/66, que equivale a R$ 6.516,00 para a jornada de 8 horas”, defende Pinheiro.

Outra sugestão de melhoria para a categoria está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ): um Projeto de Lei (PLC 13/2013) – aprovado na  Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado – que acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei  nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966. “A mudança no texto caracteriza como essenciais e exclusivas de Estado as atividades exercidas por engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos, ocupantes de cargo efetivo no serviço público federal, estadual e municipal”, explica o presidente da federação.

A FNE ao longo dos últimos oito anos tem alertado o governo, por meio do projeto Cresce Brasil + Engenharia +Desenvolvimento, para a necessidade de formar mais engenheiros no Brasil, tendo como perspectiva a retomada do crescimento econômico no Brasil. Segundo análise da entidade, o número de profissionais formados no país aumentou entre 2006, que teve 30 mil, e 2011, com 42 mil engenheiros, mas ainda é insuficiente para atender as demandas. Para Pinheiro, num cenário de expansão econômica, a expectativa é que seja necessário ingressarem no mercado 60 mil engenheiros por ano. “Como contribuição, a entidade apoia a criação do Instituto Superior de Inovação Tecnológica (Isitec), uma iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), que deve receber a primeira turma de graduação, no curso de Engenharia de Inovação, em 2015. A proposta é graduar profissionais com sólida formação básica, educados numa cultura de inovação, aptos a buscar soluções aos desafios do setor produtivo para atuar nos diversos segmentos da economia”, argumenta.


Imprensa – SEESP










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Comentários   

# AMIGOS ENGENHEIROSMarcos Monteiro 03-04-2014 16:00
Alguém ai poderia me dizer porque esse cara (Fernando Collor) ainda não esta preso?
Uma pessoas que zombou da credibilidade do povo brasileiro; Que foi o propulsor da "FALÊNCIA" de várias pequenas e médias empresas no Brasil (como a minha).
Agora ele quer também acabar com a minha profissão?
Sou Eng.de Processo SÊNIOR, com experiência de 20 anos na industria Automobilística , estou desempregado há 05 meses e as poucas propostas que Tenho recebido, são de empresas que querem me pagar salários indecorosos entre Três e quatro mil Reais e outras que nem me aceitam mais devido eu ter 52 anos.
Dai vem esse *#@%&! querendo implantar um programa Mais Engenheiros para acabar com o que restou da moral da nossa Categoria!!
Ponham esse cara na cadeia!!!
# Salários.Alexandre Fávaro 03-04-2014 11:28
Fernando Collor não tem moral nenhuma para falar nada.
Agora, queria que o sindicato além de ser contra isso, se preocupasse com as diversas vagas para engenheiros nos sites de empregos oferecendo salários de R$ 1 ou 2 mil; procurasse acabar com essa mania das empresas de contratar engenheiros e, classifica-los com outras funções para não pagar o salário correto.
E valorizasse a profissão, pois se investe muito na formação e, o retorno é muito pequeno. Vender pastel está dando mais dinheiro do que ser engenheiro.
# Engenheiro Industrial MetalúrgicoCarlos Werneck 03-04-2014 10:46
Estimado Presidente,
Não sei como ainda podem dar a palavra para um EX-Presidente Corrupto, Cassado, e em o minimo de moral para propor qualquer coisa. Antes de se pensar em importar Engenheiros porque não dar oportunidade para aqueles que com mais de 40 anos de serviços prestados a nação, com uma aposentadoria ridícula do INSS,desemprega dos,precisando melhorar a sua renda, e que como eu se sentem sem oportunidade de contribuir hoje com a sua experiência para um Brasil melhor. Falo isso com conhecimento de causa de um profissional que ao longo de 40 anos de carreira se especializou em Logística e que hoje vê o caus estabelecido no setor e sem nenhuma ação do Governo para melhora-lo. O meu sentimento é de indignação pela proposta desse EX-Presidente que, ele sim, não foi capaz de gerir o nosso Pais como devia.

Me desculpem pelo desabafo.

Atenciosamente,

Carlos Werneck

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