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12/01/2017

Taxa de juros alta estrangula economia do País

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A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, desta quarta-feira (11/01), de reduzir a taxa Selic para 13% ao ano não tem razão para ser comemorada, segundo o professor doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda, e sócio diretor da MacroSector Consultores.” Tem gente eufórica com a queda de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic). Isso não muda nada”, advertiu.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Antonio Correa de Lacerda 600 
”Tem gente eufórica com a queda de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic).
Isso não muda nada”, advertiu Lacerda. 
 

Ele explica: “Considerando a projeção do Boletim Focus (média do "mercado"), a inflação (IPCA) para o ano 2017 é de 4,84%. Considerando ainda que a inflação fechou em 6,3%, em 2016, a média esperada de 2017 é de 5,5%. Portanto, o juro real projetado (Selic - IPCA) está agora em quase 7,5% ao ano. De longe, a mais alta do mundo e muito acima da rentabilidade média das atividades produtivas. Ou seja, continuamos muito fora da curva.”

Segundo o professor, a taxa de juros ideal é aquela compatível à média internacional, ou seja, próximo de 1% ao ano. “Estamos acima de 7%”, lamentou. Lacerda salienta, ainda, que a taxa de juros também “precisa estimular a produção e investimentos produtivos e infraestrutura, ou seja, precisa ser compatível com a rentabilidade média dessas atividades”. Ele foi taxativo: “Hoje ganha mais quem especula no mercado financeiro do que quem produz. Isso não dá certo.”

Protesto
Em protesto sindical realizado em frente à sede do Banco Central, na capital paulista, na manhã de quarta-feira (11), foi repudiada a redução de 0,75 pontos percentuais anunciada pelo Copom e cobrada uma redução acentuada.

Os dirigentes, durante o ato, denunciaram que o patamar atual da taxa de juros tem efeitos nocivos à economia do País, acentuando o desemprego, a recessão e apenas favorecendo os rentistas e especuladores.

Os discursos também foram contundentes contra o governo Temer e sua política neoliberal. Paulo Sabóia, presidente da CGTB no Estado de São Paulo, disse à Agência Sindical que no atual quadro de recessão “é criminoso se a taxa de juros for mantida como a maior do mundo”.

"Não dá mais para conviver com essa política recessiva. A inflação de dezembro ficou em 6,29% e a taxa Selic é mais que o dobro. É possível, sim, reduzir drasticamente esses juros e ainda ficaremos bem acima do que é praticado internacionalmente", afirmou Sabóia.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical



 

 

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