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10/11/2015

Sindicato estruturado garante direitos e novas conquistas

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No painel II, o tema tratado foram os direitos e deveres dos profissionais. O presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, mostrou a diferença entre as profissões regulamentadas e as não regulamentadas. No primeiro caso, que é quando o Estado entende que o exercício profissional indiscriminado coloca em risco a sociedade, estão engenheira, medicina, advocacia e técnico; no segundo, os tecnólogos. A organização profissional dos engenheiros compreende três esferas: conselhos (Sistema Confea/Creas), que vão fiscalizar o exercício da profissão; as associações, que fazem mais a parte comemorativa e de lazer; e os sindicatos, que vão defender os direitos da categoria. “O único órgão que influencia diretamente a vida do engenheiro é o sindicato. O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) foi feito para defender a sociedade do exercício incorreto e ilegal da nossa profissão.”


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
Jovem engenheiro painelII editada 
"Somente há democracia onde já sindicatos", disse a advogada Karen Blanco
 

Ele informou que a primeira regulamentação profissional dos engenheiros foi feita por D.Pedro II, em 1880, pelo Decreto 3001. Na sequência, em 1933, foi feita a regulamentação do engenheiro agrônomo, pelo Decreto 23.196.

A advogada do SEESP, Karen Blanco, reforçou que o principal papel do sindicato é defender a categoria. “O sindicato precisa ser forte com a participação do engenheiro no dia a dia da luta”, conclamou. São as contribuições sindicais, em quatro modalidades (sindical, assistencial, confederativa e associativa), explicou, que garantem o fortalecimento da entidade sindical, com estrutura adequada, para buscar garantia de direitos e conquistas. “Somente há democracia onde há sindicatos.”

Mercado de trabalho
As atividades reiniciaram, no período da tarde, com o painel III onde o mercado de trabalho, seus desafios e oportunidades, estiveram em questão. Segundo a psicóloga Mariles Carvalho, coordenadora da área de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP, os desafios são importantes para a vida de todo o profissional, seja ele recém-formado ou veterano. “Ficamos mais sábios enfrentando as pressões e os erros”, observou, mostrando que o jovem, logo no início de carreira, enfrentará questões de como entrar no mercado de trabalho, como atender às exigências das empresas, como experiência e a fluência em línguas estrangeiras, como o inglês. “Muitas vezes o jovem que sai da faculdade não tem todas as exigências do mercado, isso causa uma grande frustração e confusão no recém-formado.”



Jovem Engenheiro Mari editadaMariles Carvalho falou sobre as expectativas e medos do recém-formado
 

Segundo ela, todas as dificuldades que se apresentam não podem desestimular o jovem profissional, mas devem ser enfrentadas, por isso, indica três estratégias para esse enfrentamento: ir atrás de indicações, criar uma rede de contato importante, usando, para isso, a plataforma digital do LinkedIn, e sempre ter interesse em se tornar mais competitivo e diferenciado para o mercado.

Carvalho informou que, nesse ano, o tempo de recolocação no mercado passou de seis meses para oito meses devido à situação do País, desaceleração econômica, desemprego e ajustes fiscais. As áreas mais afetadas, prosseguiu, foram a engenharia civil, a de petróleo e gás e de projetos. Todavia, apresentou números que mostram que os estágios e os programas de trainee estão em alta.

O diretor do sindicato e professor da Universidade de São Paulo (USP), Balmes Vega Garcia, iniciou sua palestra dizendo que “somos humanos porque transformamos o mundo natural, criando novos objetos e produtos”, citando o filósofo espanhol Ortega Y Gasset, no livro “Meditação da Técnica”. Isso significa, prosseguiu, que artificializamos o mundo e ficamos mais distantes da natureza. “Exercemos, como profissão, aquilo que é traço do ser humano.” E continuou: “A criatividade é própria do engenheiro. Ele é preparado para resolver problemas técnicos.”



Jovem Engenheiro Balmes editadaBalmes observa que o engenheiro está no "ponto-chave" de uma empresa
 

Nesse sentido, ressaltou Garcia, engenharia e desenvolvimento tecnológico e econômico de um país são quase sinônimos. Outro fator ligado a esse universo é a inovação que já foi invocada, em 1942, pelo economista austríaco Joseph Alois Schumpeter (em “Capitalismo, Socialismo e Democracia”), como fator decisivo de competição e concorrência inter-empresarial. “Sem inovação a empresa perece. Ou seja, o profissional da engenharia está num ponto-chave das empresas.”

O professor ressaltou que os estudantes já devem saber onde estão as tecnologias de vanguarda, por isso orientou-os a buscar as fontes onde estão as patentes. “São informações preciosas para o nosso profissional saber o que as empresas estão pensando e criando.” Garcia indicou algumas ferramentas de busca na internet, como a European Patent Office (EPO), onde estão disponibilizadas mais de 90 milhões de patentes, o Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (Ibict), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, que possibilita acesso a diversos bancos de patentes em outros países, entre outras.


Apresentações
Mariles Carvalho
Balmes Vega Garcia  
Karen Blanco
Newton Guenaga Filho 


* Confira fotos do seminário aqui



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

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