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05/10/2015

Engenharia unida pelo Brasil

Engenheiros de todo o Brasil estão reunidos, desde a manhã desta segunda-feira (5/10) até dia 7 próximo, na nona edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), em Campo Grande, capital sul-mato-grossense, para a discussão do tema “Valorização profissional e desenvolvimento”. Prestigiram a solenidade de abertura do evento, na Câmara Municipal local, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, o presidente da Casa, Flávio César Mendes de Oliveira, o secretário de Governo do município, Paulo Pedra, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo, Ivani Contini Bramante, o procurador chefe do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Hiram Sebastião Meneghelli Filho, e os presidentes do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva, do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), Dirson Artur Freitag, e da Mútua Nacional, Paulo Guimarães.


Foto: Kleyton Amaral
Conse 1 
Solenidade de abertura do IX Conse, em Campo Grande (MS), no dia 5 de outubro
 

Iniciando a solenidade, o vereador Edson Shimabukuru, presidente do Sindicato dos Engenheiros do estado (Senge-MS), agradeceu à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), promotora da atividade, ter escolhido Campo Grande para receber encontro tão importante da engenharia brasileira. O parlamentar observou que o País precisa aumentar o número de engenheiros, porque hoje, declarou, são seis profissionais para mil habitantes, enquanto que em países como os Estados Unidos e Japão essa proporção é de 25 para mil habitantes. Também lançou mão de índices de países em desenvolvimento que formam profissionais na área muito mais que o Brasil – 20 mil por ano: Rússia, 120 mil, Índia, 200 mil e China, 300 mil. “Engenharia é sinônimo de desenvolvimento. Não dá para ver uma coletividade sem esses profissionais. O progresso de uma Nação se faz com o trabalho do engenheiro, maximizando a produção para criar mais conforto, riqueza e emprego.”

O governador foi na mesma linha de agradecimento em receber o IX Conse e realçou que hoje o Brasil é um dos maiores produtores de grão e proteína vegetal graças, em grande parte, ao trabalho dos engenheiros. “Em 20 anos triplicamos a nossa produção.” Ao mesmo tempo, Azambuja observou que a engenharia ajudou a tornar as obras mais eficientes, reduzindo custos, e que ajudará, também, a superar a crise atual. Para ele, não será a primeira ou a última crise que o País enfrenta, mas acredita muito no poder de recuperação da economia nacional. “Não tenho dúvidas de que a engenharia vai ajudar a construir caminhos para saírmos dessa crise.”

Já o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, reforçou que o Conse se tornou um dos eventos mais importantes da categoria e conclamou que o evento ajude a discutir o desenvolvimento nacional que não se faz sem a engenharia. Ele citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que apontam três cenários de crescimento econômico possíveis ao País até o ano de 2020: o primeiro, indica um PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5%, o segundo, de 3,5%, e o último, até 4%. Em todos eles, ressaltou, serão criados muitos postos de trabalho para a categoria. “No pior cenário, vamos ter 660 mil postos. No melhor, até um milhão de empregos para a nossa área.” Acrescentou, ainda, que mais de 20% dessas vagas estarão concentradas na área de petróleo e gás. Finalizou seu discurso lembrando as três colunas de sustentação da valorização profissional do engenheiro: ética, fiscalização do exercício profissional e qualificação e aperfeiçoamento constantes.

A desembargadora paulista destacou a importância da engenharia para empreender o desenvolvimento sustentável, por isso, acredita que a saída para as crises é a inovação. “É com a engenharia que se dá o estudo de novos conteúdos para dar conta do desenvolvimento sustentável. A ordem do dia é a inovação, e essa vem pelas mãos da engenheira.”

O representante do Executivo municipal disse que Campo Grande tem previsão de receber, em 2016, recursos na ordem de mais de 500 milhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Vamos precisar da presença da engenharia nessas obras.”

Engenharia unida
No discurso de encerramento da solenidade, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, conclamou a unidade da engenharia para ajudar o País a voltar a trilhar os caminhos do crescimento com sustentabilidade e justiça social. “Não devemos discutir a recessão, precisamos enxergar as saídas aos problemas.” Nesse sentido, Pinheiro acredita que a engenharia tem muito a contribuir e sempre com propostas factíveis. Ele lembrou, ainda, que nos últimos três anos de trabalho, a federação esteve envolvida em várias ações visando a valorização profissional, onde o respeito ao piso salarial da categoria (Lei 4.950-A/66) é o carro-chefe, a implantação da carreira de estado nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) e a inovação e a tecnologia. Sobre esse último item, o líder dos engenheiros falou sobre o pioneirismo de São Paulo, que conta com total apoio da FNE, de criar a primeira faculdade em inovação e tecnologia, o Isitec.

Para Pinheiro, se uma empresa quer crescer e o governo desenvolver, “eles precisam da engenharia”. E conclamou: “É importante que no IX Conse tenhamos a responsabilidade de sairmos com uma carta com propostas para o desenvolvimento. Os brasileiros esperam que o nosso congresso aponte caminhos para o Brasil crescer. E não vamos fugir a essa responsabilidade.”

E finalizou ressaltando a importância da engenharia unida: “Sozinho é muito difícil, mas juntos fazemos a diferença.”

Veja aqui a programação completa do evento.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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